Sobre um mundo meio sem graça.

Um mundo meio sem graça

Leite sem lactose.

Café sem cafeína.

Farinha sem glúten.

Comida sem sabor.

Longevidade a qualquer custo.

Conversa sem presença.

Namoro virtual.

Sexo sem parceiro (a).

Relações sem compromisso.

Piadas sem humor.

Viagens sem sair do lugar.

Competições idiotas.

Amizades sem fidelidade.

Consumo sem motivo.

Humanos sem emoções.

Agressividade sem razão.

Concorrência sem escrúpulo.

Famílias sem afeto.

Convivência sem respeito.

Irritação sem limites.

Dinheiro sem função.

Crimes sem punições.

Vida sem privacidade.

Existência sem amor.

Está um mundinho meio esquisito, não tá não?

Um trem meio besta, com excesso de auto-vigilância pelo suposto politicamente correto. Uma sobrecarga de tensões e neuroses onde nos perdemos e então somos  manipulados e conduzidos por interesses de uns poucos que na verdade não estão nem ai para nossa qualidade de vida.

A cada hora divulgam-se pesquisas sobre o que podemos ou não podemos fazer, como devemos agir, como tem que ser nossas posturas e comportamentos.

Nestes tempos, as guerras estão comendo solto, o desrespeito generalizado, os preconceitos estimulados, a agressividade premiada.

Tudo bem, os avanços tecnológicos são extremamente bem vindos. Que tal agregar a estes uns tantos valores que se perderam no tempo, amizade, respeito ao próximo, alegria, bom humor, bem estar, solidariedade, conversas amenas, algum desapego, compreensão, gentileza, gratidão, entre outros que nos façam resgatar relacionamentos de alta qualidade?

Viver só por viver parece-me algo meio imbecil.

Uma raça só: humanos. Independente de quaisquer outros parâmetros. Capazes de relacionarmos entre nós e com as demais espécies deste sensacional planeta e claro, preservando esta gigantesca morada.

Óbvio que muita gente pode pensar que é só sonho, ingenuidade. Que seja.

Por mim faço que nem o Beija Flor no incêndio na floresta, minha pequena e convicta contribuição, sustentado por uma gigantesca crença de que é possível!

 

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