O poder da Celebração

Atualizado em 07/12/2018
Por Carlos Lima

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Gravidez desejada, hora de celebrar, alegria transborda, desejo de espalhar a notícia, comentar com amigos, parentes, informar no trabalho, divulgar nas redes sociais, agendar profissionais que possam ajudar na boa evolução da gestação, ler textos de tudo quanto há sobre o assunto, imaginar mil mirabolâncias sobre o sexo da cria que vai chegar, como serão as roupas, o espaço para receber a criança, conversas infindas sobre cuidados, desejos, uma excitação incomum tomando conta do corpo, fortalecimento das relações, aproximação, mimos e cuidados de parte a parte.

Muitíssimo interessante o poder da celebração. Ela gera uma espiral virtuosa de pensamentos e sentimentos que nos mantém alertas, dispostos, prenhes de otimismo e alegria, agiganta nossa vontade de realizar, fazer bem feito, nos enche de orgulho e disposição, atiça nossa curiosidade, amplia nosso desejo de saber mais e crescer. Celebração vem do latim celebratio e quer dizer comemoração, ritualização para realizar algo.

Ao longo da vida nos acostumamos a celebrar feitos importantes de nós mesmos e daqueles que nos são importantes, de forma mais ou menos festiva, sempre com alegria e excitação,  aniversário, datas importantes para nossa existência, conquistas pessoais, casamento, formatura, nascimento de filhos, viagens marcantes, aquisições materiais diferenciadas, esporte, ritos religiosos, aprovação em concursos, evolução na carreira, novas amizades, relacionamentos satisfatórios, reencontro com alguém que nos é importante, habilidades desenvolvidas, encontros bem sucedidos, reuniões prazerosas, resolução de dificuldades, boas tomadas de decisões. Muito impressionante como isto nos faz bem, celebrar o excepcional é praticamente um comportamento rotineiro em nossas vidas, e isto é bom, muito bom.

Do ponto de vista neurológico a celebração tem o poder de liberar os neurotransmissores conhecidos como o quarteto da felicidade, endorfina, serotonina, dopamina e oxitocina, proporcionando validação biológica para o que chamamos felicidade, aumentando o conforto, otimizando a autoestima, ampliando sentimento de realização e valorização dos semelhantes, melhorando as relações interpessoais.

Se celebrar o excepcional é capaz de alterar tão objetivamente os estados mentais de recurso, de forma praticamente inconsciente, certamente valerá a pena começar a celebrar pequenas coisas, corriqueiras e rotineiras das nossas vidas, provocando de forma consciente a liberação destes mediadores que nos potencializam tanto. No começo teremos algum trabalho, de prestarmos atenção, até que por repetição e resultados isto se torne um hábito. Celebrar pequenas coisas, próprias e dos outros, isto mesmo, introduzirmos na nossa rotina o costume de parabenizar pequenas realizações e conquistas próprias e das demais pessoas do nosso meio. Isto é muito mais que uma atitude mental, isto é estimular biologicamente os organismos a experimentarem excelência.

Você já observou que quando damos um presente a alguém de forma genuinamente bem intencionada ficamos na expectativa de uma reação de satisfação da pessoa presenteada? Pois é, costumo dizer que nunca na vida demos um presente a alguém, na verdade o que fazemos é contar com uma reação satisfatória do outro para que nos sintamos realizados, felizes. Aqui falamos de presentes materiais. Ocorre que esta atitude pode e deve ir muito além da matéria.

Celebrar pequenos gestos de recurso de cônjuge, parceiro, filho, educando, como ajuda em tarefas, gentilezas, estudo, acertos na organização das coisas e das relações, expressões de boa vontade e alegria, desempenho adequada, qualificação de valores, atitudes, moral e solidariedade. Costumo chamar isto de condicionamento do bem, quanto mais o fazemos mais o outro deseja acertar, melhor nós e o outro nos sentimos, criando a tal espiral de recursos, própria e nas relações, de forma solidária, crescente e contínua.

Parabenizar um bom atendimento, celebrar uma postura de atenção do outro para conosco, reconhecer conquistas e crescimento das pessoas, mesmo as que estejam fora do no nosso círculo pessoal de relações. Ao celebrar estimulamos e promovemos qualidade de vida. Celebrar continuamente o presente mais caro que recebemos: a própria vida. Comemorarmos nossa evolução com frequência, diariamente. Sorrir mais, celebrar oportunidades de aprendizado e crescimento, valorizar os próprios erros como alavanca de mudanças, animar-se diante da natureza, do belo, do bom humor, do solidário, do que está presente, das perspectivas do futuro, das potencialidades dos relacionamentos, do conforto dos sentidos, do direito de ir e vir, do poder opinar e ouvir opiniões, do respeito saudável às diferenças entre pessoas e da gigantesca oportunidade de conviver com pessoas diferentes. A força de uma corrente é medida a partir da ligação entre suas partes, a força vem dos elos e não das unidades separadas.

Celebre muito, sempre, as pequenas e grandes coisas, suas e das pessoas ou então guarde silêncio e observação, até que você aprenda a fazê-lo

Carlos Lima, aqui no Blog.
Médico pela UFMG (1984), especialista em Psicoterapias Breves, Hipnose Ericksoniana, mais de 7400 pessoas atendidas em consultório, em pelo menos 50 mil horas de trabalho. Trainer in NLP (Neurolinguistic Programming), tendo ministrado mais de 20.000 entre palestras e treinamentos comportamentais em mais de 250 empresas de diversos portes e áreas de atuação.

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