ansiedade sintomas

Sintomas de Ansiedade e Isolamento Social: como a PNL pode te ajudar?

Atualizado em 05/04/2021
Por Carlos Lima
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Sintomas de Ansiedade e Isolamento Social: como a PNL pode te ajudar?

Atualizado em 05/04/2021
Por Carlos Lima

Me parece essencial conceituar, antes de qualquer coisa, o que é ansiedade e seus sintomas. Em que momento ela é funcional e a partir de quando ela começa a tornar-se doença, além de algumas causas prováveis para que isto aconteça. Tudo isto foi modelado, observado e descrito pela PNL nos últimos cinquenta anos e continua absolutamente atual, agora mais do que nunca. 

Ao pé da letra, ansiedade é uma substantivação do verbo ansiar, que tem como significado original: desejar com fervor, ter expectativas, almejar, querer muito, objetivar, buscar, entre outros altamente benéficos. Portanto, claro que a ansiedade é extremamente útil, em sua origem. Por exemplo, em sua rotina você experimenta dezenas de centenas de expectativas por dia, micro episódios de ansiedade, como “abrir a torneira e sair água”, “chegar ao destino”, “comer e sentir-se bem”, “calçar sapatos”, “vestir roupas”, “cumprir horários” e outra infinidade de comportamentos!

As armadilhas sobre ansiedade

Muito provavelmente você já ouviu falar que a ansiedade (e seus sintomas) é “a doença do século XX” (e a depressão, a do século XXI). Será? Aponto duas armadilhas principais por trás destas afirmações.

A primeira é bem óbvia: comportamento passivo e dependente. Se no caso da torneira sair água, você não tiver a atitude de abri-la, provavelmente você não vai lavar as mãos e não terá cumprido sua expectativa, aumentando sua ansiedade e entrando em sofrimento. Isto é válido para tudo na sua rotina e na sua história de vida. A função da ansiedade é te preparar e te colocar a agir e, caso você não faça, ela vai tomando seus pensamentos e te paralisando. Então a pergunta é: o que você pode fazer ativamente em relação às suas expectativas? E fazer. Primeira armadilha: não agir.

A segunda armadilha é bem mais ardilosa e cruel. Se você pesquisar nos sites de busca qual a definição de “ansiedade”, vai encontrar primeiramente significados de doenças (até o verbo “ansiar” está nestas condições). Esta mudança é mais perceptível há cerca de quinze anos. Como desdobramento, as pessoas passaram a fazer autodiagnóstico de doenças, quando na maioria das vezes trata-se apenas de episódios transitórios e fisiológicos de ansiedade. Uma consequência foi o salto de vendas de medicamentos ansiolíticos. Segundo o psiquiatra Mauro Aranha de Lima, conselheiro do Conselho Regional de Medicina (Cremesp), “é evidente que existe indicação inapropriada desses medicamentos, especialmente por parte de médicos generalistas, não familiarizados com a saúde mental. Muitos pacientes já chegam ao consultório com queixas de ansiedade e pedindo o Rivotril”.

Entenda, existem sim doenças relativas à ansiedade, como de resto em relação a todas as emoções que, quando ocorrem, merecem  ser tratadas. Adianto, baseado nos meus trinta e cinco anos como médico, que elas são bem mais raras do que preconizam alguns. Segunda armadilha: tratar ansiedade (apenas) como doença.

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O papel da Covid-19 nos quadros de ansiedade e seus sintomas

Só é possível gerenciar ansiedade quando houver comportamentos ativos, feitos por você, na direção de obter resultados e cumprir expectativas.

No caso da Covid-19, o grande desejo é que ela seja resolvida, que sua qualidade de vida possa voltar a uma rotina conhecida e segura, livre, ir e vir sem se preocupar tanto! Ocorre que isto não depende somente de você. A própria ciência ainda caminha na direção de soluções e respostas, como temos acompanhado na própria produção de vacinas. Observa-se, também, um grande crescimento dos sintomas de ansiedade e outras variações de humor na população brasileira neste cenário – cerca de 80%, enquanto este aumento foi de cerca de 30% em outros países. 

Na prática, o que fazer?

Passo 1: Listar.

Faça uma lista, por escrito mesmo, que pode ser modificada com novas informações ou diminuída a partir do momento que você seguir as orientações dos próximos passos. Esta lista deve conter quais são suas preocupações em relação a tudo isto que está acontecendo: comprometimentos, cuidados, tratamentos, avanços científicos, vacinas, desejos, aflições, dúvidas, posturas de terceiros, políticos, imprensa, comentários de redes sociais.

Passo 2: Deletar e Delegar.

O que desta lista é deletável e delegável? Isto mesmo, quais itens não dependem de você, quais especulações você está se envolvendo que estão te trazendo sofrimento e desconforto, aumentando sua ansiedade de forma desnecessária? Por exemplo: quando a ciência terá um remédio eficaz? Que dia tudo isto vai acabar? Que dia você poderá abraçar pessoas com segurança? Quando você poderá frequentar ambientes coletivos com total liberdade? Por que a ciência não inventou uma vacina mais rapidamente? E se nem todo mundo vacinar? Será que esta doença pode voltar? Teremos outras Pandemias? Quando?

Passo 3: Priorizar.

Nesta altura, sua lista deve ter diminuído significativamente. Hora de estabelecer prioridades em relação à você, sua saúde mental e física e em relação ao meio. Claro que tudo que você anotou é importante para você, são suas prioridades. Então, como escolher o que é mais importante? A PNL modelou e propõe que, quando isto acontece, o melhor recurso é você ordenar de baixo para cima, ou seja, do menos para o mais importante. E como fazê-lo? Simples. Digamos que sua lista atual tenha 10 itens. Você vai se perguntar: desta lista, por hipótese, apenas por hipótese, se eu não fosse cumprir um item, qual seria? Então, coloque o número 10 neste item. Ficaram 9. Repita a pergunta, item a item e vá numerando, até chegar no item 1. Este será o “prioritário entre as prioridades.”

Passo 4: Agir.

Não adianta muito você ter chegado até aqui se não for para ter atitudes funcionais em relação às suas demandas, preocupações, metas e desejos. Estabeleça ações que te levem a cumprir o item 1 e assim por diante. Estas ações podem ser além dos cuidados pessoais, como, por exemplo: protestar, informar, conversar abertamente, manifestar desconfortos, aliar-se a grupos, ajudar pessoas com menos recursos que você, desenvolver-se, gerar novas habilidades, criar ocupações alternativas, remuneradas ou não, cumprir rotinas, divertir-se, estabelecer objetivos futuros, questionar fake news, assistir menos ou mais telejornais, criar um pet, estudar um pouco mais de PNL.

 

Claro que agora você vai querer, com estes passos, prestar mais atenção em você e usar sua ansiedade mais como sentimento transitório e útil para a ação.

Um abraço,

Carlos Lima

Carlos Lima, aqui no Blog.

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